20 maio 2013

Nos encontraremos de novo

Aonde suas escolhas o levarão?
Não faz muito tempo que eu tomei conhecimento do desencarne de uma amiga. Nos conhecemos enquanto fazíamos tratamento no Instituto do Câncer (ICC); ela era uma pessoa simples, carinhosa e chegou a vir em minha casa uma vez, quando eu já tinha terminado meu último ciclo de quimioterapia. 

Ela teve uma longa caminhada na luta contra o câncer de mama e, apesar de eu ter lhe mostrado a alternativa do tratamento espiritual, ela não conseguiu se adaptar. 

Quando eu estava no ICC, reencontrei um amigo dos tempos do Ensino Médio, ele travava uma guerra contra um linfoma no mediastino, descoberto tardiamente. Em 2011 ele partiu para o plano espiritual.

Minha estadia pelo ICC me fez conhecer pessoas muito especiais. Seguindo o curso da vida, eu também presenciei a partida de muitas outras.

Refletindo sobre o retorno dos espíritos ao seu verdadeiro lar e também sobre a chegada de novos habitantes à Terra (perceberam como a taxa de natalidade aumentou por aqui?), me dei conta da maravilha que aconteceu comigo. 

É natural que, com o tempo, esqueçamos os dias difíceis pelos quais passamos. Afinal, essa é uma dádiva que o tempo proporciona: amenizar o peso da dor. Porém, os motivos pelos quais sofremos no passado não deveriam ser esquecidos também. 

Tem dias nos quais nem lembro que estive à beira da morte. É claro que minhas cicatrizes não me deixam esquecer do câncer - e sou grata por isso -, mas tudo que passei em virtude da doença e o milagre da minha cura nem sempre ficam tão vívidos em minha memória. 

Quando alguém toca no assunto, tudo me vem à tona, e sempre tenho muito orgulho de contar minha história. Mas foi preciso tomar conhecimento do desencarne de uma pessoa querida para eu reforçar minha gratidão por ter sobrevivido. 

O que passei não foi algo banal. Parece que já estou na minha terceira vida, mesmo numa única encarnação. Eu sobrevivi, quando tantos caíram do tabuleiro desse jogo cruel em que estamos. Eu ainda tenho muito pela frente, e sei que meus amigos estão lá no Astral, torcendo para que eu continue firme e forte nessa estrada. 

Obrigada por terem me dado a honra de conviver com vocês e por terem sido resignados diante da dor. Não tenho a menor dúvida de que estão bem amparados por nossos irmãos espirituais. Um dia nos encontraremos e eu quero dar bons motivos para vocês terem orgulho de mim, como eu tenho de vocês.



26 março 2013

E se eu mudar de ideia?


Fazemos planos, imaginamos o futuro, sonhamos. Tudo parece tão perfeito daquela maneira que nenhum acontecimento externo poderia nos fazer mudar de opinião. E é aí que, muitas vezes sem perceber, mudamos. 

Então criamos novos planos, imaginamos outra configuração do futuro, e nossas atitudes precisam ser diferentes para realizar essa nova ideia. 

Eu adoro a concepção da metamorfose ambulante, que se encaixa tão bem comigo. Eu disse que bastaria meu cabelo crescer mais um pouco para pintá-lo de azul ou roxo. Mas agora que meu cabelo cresceu, já não quero mais. E esse é só um exemplo dentre tantos outros que eu poderia citar.

Já refiz meus projetos uma dezena de vezes, e sempre parecem estar melhores a cada reformulação. Quando eu não sinto que estão ideais, algo dentro de mim já sabe que o prazo de validade será mais curto. 

Agora eu estou com um projeto ousado, tão ousado que a ficha do quanto é difícil ainda nem caiu. Mas não gosto de falar sobre ele, porque podem me dizer que é impossível. Não que a opinião alheia me influencie ao ponto de me fazer desistir, mas certamente me incomoda. E daquilo que me faz mal eu quero é distância!

Se não disserem que é impossível, podem dizer que é perigoso. Ou que não combina com meu perfil. Muitos, com certeza, falariam que é difícil demais. E disso eu já sei, não preciso que me lembrem.

Portanto, meus caros, guardem seus sonhos dos maus ouvintes. E cuidado com aqueles que ouvem calados, às vezes são os piores, pois nunca sabemos o que estão pensando. A inveja não se anuncia, ela chega sorrateira e pode destruir até o que ainda não conquistamos. 

Acredite em seu potencial, você é capaz de realizar o que quiser. Não se vincule à opinião de ninguém para acreditar que você pode. E se os planos mudarem, não há problema algum. Siga em busca de realizar, seja qual for seu caminho. Nessas horas vale lembrar das palavras de Paulo Freire:

"É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática."

08 fevereiro 2013

Sorria!


Qual o valor de um sorriso? E tem preço? Não, não tem. O sorriso é terapêutico e não custa absolutamente nenhum centavo. O bem que ele faz não dá para mensurar, porque é ilimitado. 

É bom pra quem sorri, é bom para quem recebe o sorriso. 
Acolhe estranhos com uma silenciosa expressão de boas vindas. 
Dá aconchego, carinho, respeito. É também um sinal de educação e honestidade. 

Sorrir é uma dádiva! E considero um crime esconder um sorriso sincero. 

E quando ele não é permitido, ou soa como um deboche? A culpa não é do sorriso, mas de quem não sabe fazê-lo. 

Um sorriso discreto, movendo apenas o canto da boca, esse é universal. Um pouco tímido mas, ainda assim, presente e marcante.

Sorrir diante das dificuldades é um sinal de sabedoria. Aquele que consegue rir de si mesmo demonstra ter bom humor. 

Já experimentou sorrir para desconhecidos? É tão bonito quando é correspondido! 

Um sorriso verdadeiro é feito em conjunto com os olhos, que brilham de forma mais intensa. 

Existe aquele sorriso nervoso, descontrolado, que merece ser perdoado. 
E também aquelas gargalhadas demoradas, gostosas de se ouvir.

O sorriso pode ser sedutor, metálico, amarelo, fingido. O sorriso pode ser frio, automático, controlado. O fato é que quem deixa de sorrir, esquece como é bom.

Todos gostam de estar perto de pessoas que as fazem sorrir. E tem aquelas que fazem de tudo para arrancarem sorrisos a todo instante. Às vezes a gente sorri pra não perder a amizade e outras, apenas para não chorar. Eu já sorri pra não ficar calada, e outras porque não queria falar.

Sorrir é bom, faz bem, é bonito, é bacana. Se queres um conselho, sorria para quem você ama! ;D

03 fevereiro 2013

Como adotar o hábito da meditação?

Hoje eu trouxe um texto da Regina Restelli, uma terapeuta holística que escreve ótimos artigos no site Personare. A temática é a meditação, assunto que muito me interessa, pois sei de todos os benefícios que proporciona. Porém, há um tempo eu deixei de praticar e agora estou retomando, então quero compartilhar aqui uma sugestão de como você também pode adotar esse hábito tão simples e tão complexo ao mesmo tempo.


Você tem 10 minutos para dedicar somente a você todos os dias? Já pensou em aproveitar esse tempo para meditar? Se após ler este texto quiser manter esse hábito, saiba agora, que só dependerá da sua vontade.
 
Não importa com que tipo de meditação você mais se identifica, o importante é a freqüência destes momentos em sua vida diária. A continuidade de buscar o relaxamento,chegar até ele, se equilibrar e sentir-se em paz, é que vai determinar seus benefícios. Aumentar a capacidade de concentração, diminuir o estresse e equilibrar o complexo mente/corpo, aumentar a auto-estima são alguns deles. Outras vantagens que valem ser destacadas são a melhora do sistema imunológico, e da memória, além do fortalecimento das conexões entre os neurônios. A meditação diária possibilita o treinamento da mente para conseguir novos objetivos e trazer consciência do poder pessoal .

 Os cientistas acreditam que o corpo produz mais óxido nítrico quando está profundamente relaxado, e essa molécula atua como um antídoto contra o cortisol, o hormônio do estresse. Dos relaxamentos mais pesquisados nos últimos anos, a meditação tem gerado uma grande atenção. A prática aumenta a produção de endorfinas (hormônio que reduz o estresse) e previne a perda natural de neurônios. Segundo a Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a meditação reduz também a ansiedade, ajuda no combate à depressão e melhora os níveis de atenção.

Hoje eu recomendo que comecem pelo menos com apenas 5 minutos pela manhã e mais 5 minutos antes de dormir. Estes 10 minutos começam a fazer diferença, incentivando-os a continuar e até aumentar naturalmente o tempo dedicado a esta prática.
Eu agora volto a perguntar: você tem 10 minutos para dedicar somente a você todos os dias? Confira um passo-a-passo simples:
    Reserve um tempo e um lugar calmo. Certifique-se que não será incomodado ou interrompido.
    Sente-se com a coluna ereta, para a melhor circulação de energia, e também para não dormir. Este é um exercício que traz sua consciência para o agora.
    Feche os olhos respire profundamente 3 vezes, relaxe seu corpo e acomode-o confortavelmente sentado. Mantenha a atenção na sua respiração, no ar novo que entra (e como entra) e no ar velho que sai (e como sai). Reflita sobre as sensações trazidas e mantenha todo o tempo sua mente ocupada com esta tarefa.
    Logo nas primeiras experiências você deve encontrar dificuldade em domar o mental, que não costuma parar de interferir logo de inicio. Comigo também é assim, não desista! Afinal quem manda aí dentro, você ou sua mente desordenada?
    Faça isso sempre quando acordar e quando for dormir e finalize com uma boa afirmação para começar o dia:"Eu acredito que o decorrer de meu dia será suave e repleto de boas concretizações". E para a noite, sugiro: "Agradeço tudo que aprendi hoje e me entrego a um sono profundo, restaurador que me prepara para as atividades do próximo dia."
 Até hoje minhas meditações ainda têm este perfil e garanto que fazem muita diferença no meu dia-a-dia.
Se ame acima de tudo, não se esqueça de você, pois a vida é sua. Coloque atenção no agora e divirta-se.